The Five Solae

16.08.2017


Ferdinand Pauwels, Affichage des 95 thèses de Martin Luther (1872).

Martin Luther posted his famous 95 theses in 1517. 500 years later, the journal Dominicana proposes five knowledgeable commentaries on the five solae, with an introduction and a conclusion:

Introduction: “A New Series: The Five Solae”
On Sola Gratia (Grace Alone): “The Fullness of Grace”
On Solus Christus (Christ Alone): “Solus Christus, and the Mediation Established by God”
On Sola Scriptura (Scripture Alone): “Sola Scriptura’s Disunity”
On Sola Fide (Faith Alone): “Little Abraham Goes to Work”
On Soli Deo Gloria (Glory to God Alone): “The Sun and the Moon”
Conclusion: “5 Solae, 500 Years Later”

When Were the New Testament Gospels Written?

06.08.2017

An infographic by Robert Myles, Lecturer in New Testament and Religion at Murdoch University, Western Australia:

Casa das Irmãs Dominicanas, Fátima

09.07.2017

A Oração do Silêncio

15.05.2017

Por motivos profissionais, não acompanhei como queria, nem como considero que devia, a visita de Francisco a Fátima como peregrino. Mas daquilo que vi o que me pareceu mais impressionante foi a oração silenciosa de 8 minutos que foi acompanhada por todas as pessoas presentes, cessando os “Viva o Papa!” e os “Francisco! Francisco!” A televisão não aguentou este silêncio. Era preciso falar, encher o ar, trocar a respiração consciente pelo discurso incessante. A meditação que se abriu perante Maria, mãe de Jesus, porta do divino, aquela “dos olhos misericordiosos”, foi sobre esta necessidade de deixar o silêncio falar ou de falarmos entre nós em silêncio. Um silêncio destes, no contexto da espera de um discurso foi também o esvaziamento da presença do Papa, como se o mundo se tornasse verdadeiramente presente através da sua suspensão, da paragem do seu movimento que tantas vezes nos obriga a falar sem ouvirmos. No princípio era este silêncio espesso da palavra sem pio. E sem aceitarmos o confronto com esta origem na qual se inscreve tudo o que dizemos, não haverá a concórdia entre os povos de que Francisco falou depois, fazendo rimar o silêncio experimentado momentos antes com o branco manchado pela violência da humanidade dividida contra si própria: “Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos.”

A Palavra da Cruz

15.04.2017


Église Louise Bourgeois.

A cruz ergue-se como encenação da injustiça. O inocente exibe a falta de todos. O que provocou a condenação do justo foi a sua justiça. O que causou o seu assassinato foi a sua vida exposta, nua de estratégias, desarmada. A sua palavra de verdade.

[...]

Não quero nada conhecer senão o Cristo crucificado. Aquilo a que Paulo chama a “palavra da cruz” (1 Co 1,18) evoca sobretudo o seu silêncio, o que se vê e se cala, a mensagem do que não fala, a verdade que escapa ao discurso. Que verdade é esta que se dirige aos olhos, como se lê já no oráculo de Isaías 52,13-53,12, cujo tema é a elevação por Deus dum “Servidor” anónimo condenado à morte e executado? O essencial do oráculo está saturado pela aparência. “O seu esmagamento foi para nós a cura”.

Só a cruz cura verdadeiramente porque só ela cura da morte. Cure-nos a árvore da cruz da irrisão, da frieza que gera a falta de compaixão, do amor de Deus sem o amor ao próximo. Se não era a serpente que curava mas apenas a sua imagem, também não é a cruz que é vista por nós, mas apenas a imagem da cruz, a imagem que traça em nós o Espírito a fim de que aqueles que odeiam, que se odeiam a si mesmos sem o saber, se curem. Hora das trevas sobre o mundo. Aquilo em que eles acreditam é na vitória sobre a morte, mas aquilo que os faz acreditar é a cruz, dizia Pascal. Cobre-nos a cruz com o seu silêncio de sangue. Cubra-nos também com o esplendor da manhã de Páscoa para recomeçar cada um o caminho da vida através da morte.

JOSÉ AUGUSTO MOURÃO, OP, Luz Desarmada

The Kingdom of God

12.04.2017

“He shall judge between the nations,
and set terms for many peoples.
They shall beat their swords into plowshares
and their spears into pruning hooks;
One nation shall not raise the sword against another,
nor shall they train for war again.”

Is 2:4

800 Anos de Ordem dos Pregadores

22.12.2018

A Produção do Comum

18.12.2016

Fazei silêncio e ouvireis o ruído das batalhas. Não há exterioridade possível a cultivar em tempo de combate. É preciso resistir, erguer a vida contra o poder sobre a vida. A tradição e o presente são aquilo que já não existe. O Museu não assegura a sobrevivência do que constantemente flui, se perde e se transforma. A fé não nos traz o repouso, mas a inquietude. Paz com Deus significa conflito com o mundo. A fé não acomoda, incomoda. Mantém-nos in statu viatoris. O dever das comunidades é de transportar “a responsabilidade da esperança” que está nela (1Pe 3,15). Temos de recusar ficar de fora e à margem: o devir cristão há-de fazer-se no interior dos campos e das formas da vida. Porque o que falta é a produção do comum. O que falta é acordar do sonanbulismo civil e religioso em que vivemos. O que falta é criar espaços de liberdade: fazer amizades, reflectir, rezar. O que é preciso é viver em estado permanente de paixão e fazer da vida a beleza, a procurar.

JOSÉ AUGUSTO MOURÃO, OP, Luz Desarmada

8 de Dezembro

07.12.2016

Calcorreando o Largo da Portagem a caminho de uma aula na Faculdade de Letras hoje de manhã, ouvi de passagem o que um velho homem disse: “Amanhã é dia santo. Amanhã é dia da Mãe.” Nada bate a teologia popular portuguesa, tão concisa, tão certeira.

Household Chore and Religious Singing

20.09.2016


Jackie Nickerson, Faith: “Washing Eucharist vessels” (2006).


Jackie Nickerson, Faith: “Choir” (2005).