Filhos Pródigos

16.09.2013

A partir de Sab 9,13-19, Flm 9b-10/12-17, e Lc 14,25-33:

As leituras deste domingo alertam-nos para o perigo da idolatria, fonte de convencimento e receio. O idólatra é aquele que venera símbolos desligados da vida—no fundo, fechando-se para se venerar a si próprio. O ídolo, um bezerro de ouro ou o dinheiro acumulado, é sempre um espelho da condição espiritual de quem o venera. Daí que ganhar consciência sobre essa situação leve a atribuir a Deus uma atitude indignada e irada. Jesus vem mostrar algo diferente: não um Deus em forma de coisa, mas uma experiência de Deus na qual podemos participar em comunidade. É uma experiência que nos fortalece em vez nos enfraquecer. A misericórdia é precisamente a compaixão que sentimos pelo conflito que vamos vivendo, pelo facto de às vezes não sermos o que podemos ser e de descobrimos que não somos os únicos com esse sentimento. Por essa razão, procuramos interiorizar o perdão. Se lamentamos o que fizemos e o que não conseguimos fazer é para deixarmos de pensar no passado e abrirmos um caminho diferente para o futuro. Renovamo-nos, precisamente, porque não desistimos de nós, dos outros, e do mundo. Somos todos filhos pródigos.