Fé e Política

16.05.2020

O frade dominicano Herbert McCabe (1926-2001), marcante professor de Blackfriars, Universidade de Oxford, é um dos teólogos que mais nos pode ajudar a pensar sobre a condição do cristão e a sua intervenção política. Num texto penetrante sobre a relação entre a política e a virtude, ele constata que os seres humanos organizam-se em grupos, associam-se, alguns tornam-se membros de partidos políticos. Mas há “uma comunidade à qual pertencemos simplesmente em virtude de sermos humanos”, à qual não nos juntamos, a qual não constituímos: “É uma comunidade que nos constitui a nós.” Este parece-me ser o ponto de partida que um católico deve adoptar, independentemente da sua convicção política. McCabe disse mais do que uma vez que uma coisa era a sua fé cristã, outra coisa era a sua defesa do socialismo, da necessidade de superar os conflitos entre classes sociais e a exploração humana. Isso não quer dizer que não existam laços entre uma coisa e outra que a teologia política pode explorar — como pode investigar a relação entre a fé cristã e o liberalismo ou outras ideologias. A sua insistência neste ponto é uma forma de negar uma relação intrínseca ou uma confusão entre as suas esferas que só pode descambar na instrumentalização da fé ou da política ou de ambas. Infelizmente, há mais do que um exemplo recente desta instrumentalização em Portugal. Mas além de uma instrumentalização, trata-se também um estreitamento. Ouvimos isso quando alguns padres, pouquíssimos diga-se de passagem, falam do 25 de Abril ou do 1.º de Maio como algo “deles”, ao contrário das celebrações religiosas que seriam algo “nosso”, traçando fronteiras que a vida em sociedade desmente e a doutrina social da Igreja contesta.

No Teu Nome e na Tua Páscoa

11.05.2020

O Laicado Dominicano de Maio de 2020 inclui um artigo meu com o título “No Teu Nome e na Tua Páscoa”. Mas há muito mais para ler neste número disponível aqui: a mensagem de Páscoa do Mestre da Ordem, entre outros textos de frades, irmãs, e leigos.

Árvore Plantada à Beira das Correntes

10.05.2020

A anedota conta-se rapidamente. O Diabo provoca Deus dizendo que fechou as igrejas com a pandemia. Deus responde: “Abri uma em cada casa.” Só Deus sabe como nos tem feito falta a comunhão eucarística. Ao contrário do que algumas pessoas poderão pensar, a religião não existe sem materialidade e sem comunidade. Não é uma questão meramente individual, de crenças assumidas de mim para mim. A vida religiosa é um caminho como uma árvore, por vezes pouco linear, mas sempre acompanhado. A religião fomenta espaços humanamente valiosos de encontro, partilha, diálogo, amparo, força, vivência inter-pessoal em igualdade e fraternidade. Atravessar este tempo tem sido uma oportunidade para meditarmos sobre o modo como Cristo nos liga, nos congrega, e nos envia. Com o regresso das celebrações comunitárias às igrejas no fim deste mês, é bom não esquecermos o ponto mais fundo. Como ouvi da boca do fr. Filipe na homilia de hoje: não basta irmos à igreja, é preciso sermos Igreja. Ou como escreveu Mário Castrim no seu livro Do Livro dos Salmos, fruto da sua prática de fé nos Missionários Combonianos: “Árvore plantada / à beira das correntes. / Fruto na estação própria. / Folhagem que não murcha.”

Uma Voz Ponderada

03.05.2020

Hoje, às 9h, o jornalista Joaquim Franco comentou a questão das celebrações do 13 de Maio em Fátima na SIC Notícias. Num contexto de tanta falsidade e irracionalidade, foi uma voz ponderada que desmontou, com calma e rigor, quaisquer comparações entre o 25 de Abril, o 1.ª de Maio, e o 13 de Maio. Corremos o risco de já ninguém se ouvir, de já nenhum diálogo ser possível, de não conseguirmos reconhecer a importância mas também a diferença de cada evento, criando falsas oposições e acicatando ódios. Corremos esse risco, mas por essa razão é que vozes como esta devem ser destacadas e valorizadas.

Comparar o Incomparável

02.05.2020

Tenho dificuldade em entender os comentários de algumas irmãs e alguns irmãos da Igreja Católica. Foi a Igreja que decidiu suspender a celebração comunitária das Missas. É a Igreja que tem conversado com as autoridades para as retomar da forma mais segura. Comparar o 1.º de Maio (que nem sequer nos é estranho, porque é celebrado como o dia de São José Operário) com o 13 de Maio é confundir alhos com bugalhos. As iniciativas do Dia do Trabalhador foram organizadas pela CGTP-IN, que conta com muitos católicos nas suas fileiras. Cumpriu-se o decreto do Estado de Emergência e todas as indicações das autoridades de saúde. Esse cumprimento foi verificado pela polícia em todas as localidades, tal como está na lei. Já as celebrações em Fátima vão acontecer depois da vigência do Estado de Emergência. Se elas se vão fazer sem peregrinos é apenas porque a Igreja considera que o Santuário pode vir a ser um foco de contágio, isto é, julga não ter condições para garantir a organização e o controlo de menos peregrinos em vez da habitual deslocação massiva que costuma acontecer, não por qualquer imposição externa. Parece-me uma atitude sensata. Tal como foi sensata a solução encontrada ontem, tendo em conta as condicionantes e o dever de zelar pela saúde pública. Mas são duas coisas diferentes e com enquadramentos legais distintos.

Católicos Sindicalistas em Defesa da Justiça

01.05.2020

A revista Família Cristã entrevistou-me para um artigo sobre dirigentes católicos no movimento sindical e falou também com Américo Monteiro, coordenador da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhores Cristãos e meu camarada na CGTP-IN. Bem haja! Parte do artigo com o título “Católicos Sindicalistas em Defesa da Justiça” está disponível aqui.

Procurar as Raízes Firmes

26.04.2020


Uma Vida Escondida.

Há um momento em Uma Vida Escondida (A Hidden Life, 2019), realizado por Terrence Malick, que pode parecer desligado daquele que podemos pensar que é o drama principal: a recusa de Franz Jägerstätter, um agricultor e católico devoto, em fazer o juramento de lealdade a Hitler e combater ao lado dos nazis e a sua condenação à morte. Surge no encadeamento das imagens dos frescos de uma igreja. Vamos vendo o pintor Ohlendorf a trabalhar. E depois ouvimo-lo dizer isto:

O que fazemos é apenas criar... comiseração. Criamos... Criamos admiradores. Não criamos seguidores. A vida de Cristo é uma exigência. Não queremos ser lembrados disso. Portanto, não precisamos de ver o que acontece com a verdade. Está a chegar um momento mais sombrio... quando os homens serão mais espertos. Não lutarão contra a verdade, vão apenas ignorá-la. Eu pinto o Cristo confortável deles, com uma auréola sobre a sua cabeça. Como posso mostrar o que não vivi?

Pois bem, o que Franz vai viver é precisamente o trajecto de um seguidor de Cristo. Isto é, alguém que dá a vida pelo próximo, que torna a vida abundante em vez de escassa, que se coloca ao serviço empenhado dos necessitados deste mundo. Não faltarão agressões, injúrias, e incompreensões. Mas como diz o pai da esposa de Franz, Fani, no filme: é preferível sofrer uma injustiça do que cometê-la. O drama de Franz é o da convicção de uma vida e, por isso, não se circunscreve à sua prisão e julgamento. Na verdade, é o drama de cada ser humano, que na sua finitude, mais tarde ou mais cedo, é levado a procurar as suas raízes firmes, aquelas às quais não pode ser arrancado. Para isso é preciso aceitar que o percurso de uma vivência fiel da fé cristã não é um triste consolo, mas um alegre desassossego.

Terra da Fraternidade

23.04.2020

Saiu hoje a minha quinta publicação no Pontos SJ sobre a importância do 25 de Abril. Pode ser lida aqui.

Uma Nova Criação

08.04.2020

O fr. José Nunes, prior provincial da Ordem Dominicana em Portugal, enviou-nos uma mensagem a desejar uma santa e feliz Páscoa. A passagem que a acompanha vem da 2.ª Carta de São Paulo aos Coríntios e contém este verso: “O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas.” (5,17b). É tão fácil esquecermos isto e, assim, perdermos contacto com o essencial. A Páscoa marca a reconciliação entre nós e Deus por meio de Cristo, não com o sentido do restabelecimento de uma ordem antiga, mas com o significado de uma nova criação.

Dominican Chants: “Sub Tuum”

03.04.2020

Dominican Chants: “O Lumen Ecclesiae”

02.04.2020

Camarada Deus

02.04.2020

Hoje, uma amiga do coração e companheira de luta sindical disse-me esta coisa maravilhosa: “Eu sei que Deus é nosso camarada.” Pois eu também. E só assim faz sentido.

Dominican Chants: “Salve Regina”

01.04.2020

Contributos da Igreja

25.03.2020

A exigência de mais contributos da Igreja Católica no combate ao COVID-19 em Portugal pode ser vista como o reconhecimento de que a Igreja e os católicos têm o dever especial de ajudar — por causa da fé que professam. Prefiro vê-la assim. É sempre preciso fazer mais. É preciso, sobretudo, não desistir de transformar as estruturas que criam a desigualdade e exclusão social, como tem defendido o Papa Francisco. Se uma exigência semelhante fosse feita com a mesma energia aos grandes grupos privados que fazem da saúde um negócio, como estão mais uma vez a fazer, teríamos melhores condições para travar este combate. Mas não sou ingénuo nem distraído. É patente que muitos dos comentários são alimentados por pura antipatia, com tudo o que isso tem de gratuito e irracional. Se a Igreja tem instituições, é antes de mais uma comunidade. Isto quer dizer que aquilo que cada católico faz de bem, individualmente ou em grupo, é de alguma forma a Igreja a fazer. Tal inclui o apoio domiciliário, a distribuição de bens alimentares, o activismo sindical, entre outras actividades fundamentais neste contexto. Depois, organizações católicas como a Cáritas Portuguesa fazem um trabalho permanente de apoio social aos mais pobres e abandonados, particularmente às crianças. A rede nacional desta organização tem respondido de norte a sul do país a esta crise pandémica que só agravou a realidade assimétrica que já existia. Muitas outras instituições e movimentos se têm mobilizado em cada diocese, tendo em conta os seus recursos. Bem sei que muitas boas notícias têm sido enterradas pelo catastrofismo, mas deixo aqui apenas algumas delas, que vão muito além dos ventiladores oferecidos pelo Santuário de Fátima. A Diocese de Viana do Castelo disponibilizou meios logísticos para os profissionais de saúde e está a fazer uma recolha para comprar ventiladores para o hospital local. A Arquidiocese de Braga, a Diocese de Aveiro, e a Diocese de Leiria cederam espaços para alojamento de médicos e enfermeiros e outras necessidades do Serviço Nacional de Saúde. A Diocese de Santarém colocou um edifício à disposição das autoridades. A Diocese de Bragança-Miranda tem organizado o auxílio a grupos de risco. O Patriarcado de Lisboa, através da Comunidade Vida e Paz, tem feito chegar donativos aos mais desprotegidos. A Associação João 13, dos dominicanos em Lisboa, tem continuado a acolher a população sem-abrigo, particularmente vulnerável neste momento. A Igreja intervém porque se recusa a fechar os olhos a uma realidade social que conhece bem demais. Mesmo que disso não se gabe. Mesmo que isso passe despercebido.

O Inesperado da Quaresma

22.03.2020

A Quaresma, já se sabe, deve ser um tempo em que nos privamos do acessório e nos arrependemos do destrutivo. Não se trata de um castigo auto-imposto, mas de uma oportunidade de conversão. O isolamento em que vivemos neste momento foi exigido pela necessidade. Não é, em princípio, um exercício quaresmal. Mas pode alterar o modo como entendemos este tempo. Porque é uma tentação vivê-lo como se concretizássemos um plano rigorosamente traçado, em que nos abstemos disto ou daquilo, em que percorremos o calendário litúrgico, cumprindo uma obrigação sem convicção nem vitalidade. Ora esta situação coloca-nos perante um traço essencial da Quaresma: o inesperado. Este caminho percorrido até à Páscoa, miniatura de um percurso que só cabe na vida inteira, não pode ser previsível se for verdadeiramente transformador. Saiba o nosso desejo de passar da escravidão à liberdade, do sofrimento à alegria, da cegueira à visão, da morte à vida, na companhia de Cristo, encontrar um rumo por entre as circunstâncias que nos escapam.

Felizes Companhias

10.03.2020

Ainda o Retiro Quaresmal das Fraternidades Leigas de São Domingos deste último fim de semana e a equipa de pregação. Eu, entre o fr. Rui Lopes do Convento de Nossa Senhora do Rosário em Fátima e a ir. Liliana Zeferino da Casa de Santa Joana Princesa em Aveiro. Felizes companhias.

A Pregação de Hoje

08.03.2020

A minha pregação quaresmal de hoje, na Casa dos Capuchinhos em Fátima, cobriu aspectos da fé cristã no diálogo entre religiões e crentes e não crentes, tendo o bem comum como horizonte. Deu para falar do Islão, do dia internacional da mulher, do activismo sindical unitário na CGTP-IN, e da necessidade de abandonarmos as estruturas de desigualdade e exclusão social que negam e destroem a fraternidade humana. É tempo de conversão. É tempo de transformação.

Foto do Luís Santos, OP, irmão dominicano, a quem agradeço por tudo, não apenas pelo registo. Abraço fraterno.

Frei Bento: Coragem da Acção, Coragem do Cuidado

29.02.2020

(Como sou o mais novo, provavelmente vou ser o mais breve. Estou numa idade na qual ainda escuto mais do que falo.)

Muito boa tarde a todas as pessoas presentes, em particular ao frei Bento Domingues, mas também a D. Januário Torgal Ferreira e ao Jorge Sarabando. Quando a Associação Conquistas da Revolução me convidou para participar neste encontro com o frei Bento Domingues, aceitei com gosto e foi para mim uma oportunidade para pensar sobre os meus encontros com Frei Bento e os encontros de Frei Bento comigo e outras pessoas.

Podemos dizer que há dois tipos de encontros: os encontros marcados e os encontros fortuitos.

Os livros e as crónicas do frei Bento foram um dos elementos fundamentais na minha aproximação à Ordem Dominicana, na qual estou como leigo desde 2012. Os textos do frei Bento eram, e continuam a ser, esperados por mim todas as semanas. São uma lufada de ar fresco na sociedade portuguesa: eis um religioso para quem a religião não é uma arma de arremesso contra o mundo, mas um espaço de ligação e diálogo no mundo, um gesto de reparação e cura do mundo, uma construção fraternal — como convém a um frade —, que ergue pontes em vez de muros. Esses passaram a ser encontros marcados.

Mas há também os encontros fortuitos. E não falo apenas dos escritos que fui encontrando por acaso — entrevistas, ensaios, prefácios. Falo, sobretudo, das ocasiões em que nos cruzámos. Em 2013, celebrou-se os 40 anos do III Congresso da Oposição Democrática na Universidade de Aveiro, uma reunião de democratas que foi também uma das sementes do processo de democratização que se seguiu ao 25 de Abril. Frei Bento participou num painel que partia das reflexões sobre o III Congresso da Oposição Democrática para as enquadrar no momento político actual, muito difícil de imposições da troika e de um governo de direita com uma agressiva política anti-laboral e anti-social. Conversámos durante alguns minutos. Esta conversa podia ter acontecido numa actividade do MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, organização na qual tem participado activamente. Daí ele me ter dito nessa ocasião: “Encontramo-nos mais em eventos políticos do que em eventos religiosos.” Era verdade. Tem sido verdade. O comentário dele fez-me pensar sobre a diferença e a relação íntima entre estas duas esferas: a religiosa e a política. Alguns meses depois, aliás, o frei Bento estaria em Coimbra, acedendo a um convite meu, para comentar um filme brasileiro baseado no livro do frei Betto, Batismo de Sangue, sobre o envolvimento de um grupo de frades dominicanos de São Paulo (frei Betto, frei Tito, entre outros) que estiveram envolvidos na resistência à Ditadura Militar, tendo sido presos e torturados. Eis, portanto, uma ocasião que revelou o cruzamento entre as duas esferas.

É certo que nem ele, nem eu, defenderíamos uma política de recorte confessional. Mas outra coisa bem diferente é dizer que as acções libertadoras de cariz político e social podem ser desligadas das convicções religiosas de uma pessoa que as tem e que age em conformidade com elas.

Quando o frei Bento e o seu irmão Frei Bernardo — e o frei Marcos, já agora, outro frade dominicano que tem marcado o meu percurso, até porque foi Promotor Provincial do Laicado Dominicano em Portugal há bem pouco tempo… Repito: quando o frei Bento, o Frei Bernardo, e o frei Marcos integraram a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos a partir de 1969, como democratas e antifascistas, denunciando os crimes da ditadura fascista e prestando auxílio aos seus prisioneiros, estavam a cumprir um dever cívico, democrático, mas também a assumir a sua missão de cristãos. E aqui vale a pena voltar a lembrar e a proclamar: o papel de um cristão numa sociedade profundamente injusta é arriscar que o enviem para a cruz, não ficar a observar os outros a serem crucificados como se não fosse nada com ele. A nossa fé impele-nos a fazer irmãos e a dar a vida por eles.

Neste sentido, o frei Bento recusou o silêncio cómodo de quem considerava que a opressão do fascismo era um assunto que não lhe dizia respeito, rejeitou a ideia de que fazer parte de uma comunidade religiosa num convento o retirava das coisas mundanas. Também para São Domingos a acção prática e transformadora espelha a reflexão e a fé, o que explica o empenho dos dominicanos na justiça e na paz, demonstrado por figuras como frei Bartolomeu de Las Casas, defensor dos índios e abolicionista da escravatura no séc. XV. O mínimo que se pode dizer, portanto, é que frei Bento está em boa companhia e tem sido ele próprio uma boa companhia para quem não se cansa de contribuir para que a assembleia humana seja uma lugar de efectiva igualdade e verdadeira liberdade. Tal exige, e exigiu a Jesus, como escreveu frei Bento, uma “insurreição permanente contra tudo o que degrada a vida humana”.[1] Do tanto que aprendi de frei Bento, do tanto que podemos aprender com ele, talvez o mais importante seja esta ideia de que a coragem da acção não pode ser desligada da coragem do cuidado, da atenção ao outro, ao desesperado, ao oprimido. E de que esta coragem é contagiante como a palavra que se entranha, o sopro que nos anima, ou a luta que nos engrandece. Muito obrigado, irmão e companheiro Frei Bento Domingues.[2]

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[1] Frei Bento Domingues, OP, “Ressurreição e Insurreição”, Público, 11 Abr. 2004, https://www.publico.pt/2004/04/11/jornal/ressurreicao-e-insurreicao-186756.
[2] Intervenção lida no “Encontro com Frei Bento Domingues”, org. Associação Conquistas da Revolução. Mira Forum, Porto, 28 Fev. 2020.

O Poder de Cristo

24.02.2020

Como se mostrou Cristo poderoso? Pois Ele soube fazer o que os reis da terra não fazem: dar a sua vida pela humanidade. E esse é o verdadeiro poder. [...]
Nisto reside a verdadeira liberdade: quem tem este poder de humildade, de serviço, de fraternidade, é livre. Ao serviço desta liberdade está a pobreza louvada pelas bem-aventuranças.

PAPA FRANCISCO, “Catequeses sobre as Bem-aventuranças - 2”, 5 Fev. 2020

Deus da Promessa

16.02.2020

Ó Deus das raízes, campo de sementes, flor vermelha esperança,
és o sulco aberto da nossa surpresa, Deus de mil apelos.
Ouve o sangue quente que lateja às nossas portas, Deus libertador.

Corre a terra o brado, e o queixume amargo de quem não tem pão,
nem voz já roubada, nem azeite de alma para te acender.
Deus de amor e vida, braço forte que nos erga da terra queimada.

JOSÉ AUGUSTO MOURÃO, OP, “Deus da Promessa”

Os Passos no Caminho da Paz

14.02.2020

Saiu ontem a minha quarta publicação no Pontos SJ sobre a participação dos católicos no movimento pela paz e pelo desarmamento. Pode ser lida aqui.

Retiro Quaresmal (2020)

09.02.2020

Encontro com Frei Bento Domingues

29.01.2020